{"id":4834,"date":"2021-05-24T15:25:36","date_gmt":"2021-05-24T13:25:36","guid":{"rendered":"https:\/\/rochaijzerman.io\/?p=4834"},"modified":"2022-07-23T10:00:32","modified_gmt":"2022-07-23T08:00:32","slug":"kama-muta-the-emotion-of-being-moved-by-love","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/kama-muta-the-emotion-of-being-moved-by-love\/","title":{"rendered":"Kama muta - a emo\u00e7\u00e3o de ser movido pelo amor"},"content":{"rendered":"<p><em>Regularmente eu leio um artigo que gosto e que considero relevante para a psicoterapia. Eu o resumo e discuto como o considero relevante para os clientes em meu blog. Voc\u00ea tem perguntas, coment\u00e1rios ou sugest\u00f5es para outros artigos a serem lidos? Deixe um coment\u00e1rio abaixo do post.\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Discuss\u00e3o do artigo <a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/full\/10.1177\/1754073917723167\"><em>The Sudden Devotion Emotion: Kama Muta and the Cultural Practices Whose Function Is To Evoke It<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/full\/10.1177\/1754073917723167\"><strong>A Emo\u00e7\u00e3o S\u00fabita de Devo\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>No artigo <a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/full\/10.1177\/1754073917723167\"><em>The Sudden Devotion Emotion: Kama Muta and the Cultural Practices Whose Function Is To Evoke It<\/em><\/a>, Dr. Fiske e colegas discutem a emo\u00e7\u00e3o <em>kama muta, <\/em>que em s\u00e2nscrito significa \"movido pelo amor\". Eles explicam que podemos reconhecer esta emo\u00e7\u00e3o quando de repente experimentamos uma intensifica\u00e7\u00e3o do sentimento de confian\u00e7a, cuidado e pertencimento. Os autores sugerem que a fun\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o kama muta \u00e9 de nos engajar e nos comprometer com aqueles que nos rodeiam. Considero que experimentar kama muta nos aproxima dos outros, nos torna mais comprometidos com os outros e, portanto, nos torna mais responsivos aos outros (se voc\u00ea quer saber sobre responsividade, escrevi sobre esse assunto em <a href=\"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/what-helps-us-to-share-our-emotions\/\">um post anterior<\/a>).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora possamos ter um sentimento positivo quando experimentamos o kama muta, os autores argumentam que o kama muta \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o que geralmente surge em um contexto de perda e anseio. Por essa raz\u00e3o, o kama muta pode ser evocado em combina\u00e7\u00e3o com outras emo\u00e7\u00f5es negativas (por exemplo, tristeza) e v\u00e1rios eventos negativos da vida (por exemplo, a perda de um ente querido).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas como podemos saber se o que estamos experimentando \u00e9 de fato kama muta? Uma maneira de reconhecer as emo\u00e7\u00f5es \u00e9 identificar as sensa\u00e7\u00f5es f\u00edsicas que acompanham o kama muta. Em outro trabalho relacionado, <a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/pdf\/10.1177\/0022022117746240\">Dr. Fiske e colegas<\/a> descobriram que quando experimentamos<em> <\/em>kama muta, sentimos calor em nosso peito, arrepios e l\u00e1grimas nos olhos (mas \u00e9 claro, mesmo que essas sensa\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ocorram comumente quando experimentamos kama muta, tamb\u00e9m podemos experimentar kama muta sem essas sensa\u00e7\u00f5es f\u00edsicas; isso \u00e9 em parte a complexidade da nossa vida emocional).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/full\/10.1177\/1754073917723167\">Como o Dr. Fiske e colegas descreveram em seu <\/a>trabalho de revis\u00e3o, podemos experimentar kama muta sem nenhum esfor\u00e7o particular vindo de outra pessoa (por exemplo, quando pensamos em algu\u00e9m que amamos). Podemos tamb\u00e9m senti-lo quando algu\u00e9m \u00e9 muito generoso conosco (por exemplo, um estranho gentilmente nos ajudando) ou quando h\u00e1 muito esfor\u00e7o envolvido at\u00e9 culminar em um encontro emocional (por exemplo, o momento em que um pai abra\u00e7a um filho que acaba de chegar de uma luta na guerra). Finalmente, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel experimentar o kama muta simplesmente testemunhando a intensifica\u00e7\u00e3o de um v\u00ednculo de relacionamento entre outras pessoas (por exemplo, assistir a um emocionante pedido de casamento).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Implica\u00e7\u00f5es para os clientes que atendo em terapia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando clientes adultos com uma hist\u00f3ria de trauma de inf\u00e2ncia se imaginam cuidando de si mesmos quando eram crian\u00e7a, este \u00e9 um momento em que normalmente vejo meus clientes experimentarem o kama muta. Ou quando na terapia de casal um dos membros compartilha seu sentimento mais vulner\u00e1vel de n\u00e3o ser suficientemente bom para seu parceiro, quando eles conseguem abrir seus cora\u00e7\u00f5es, isso muitas vezes evoca kama muta em ambos. Quando testemunho esses encontros comoventes (imagin\u00e1rios ou reais), eu tamb\u00e9m sinto o calor em meu peito e os arrepios em meus bra\u00e7os, ambos t\u00edpicos do kama muta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entendo que o kama muta pode ter uma fun\u00e7\u00e3o na terapia, que \u00e9 a de dar aos clientes a sensa\u00e7\u00e3o de estarem seguros comigo. Esta seguran\u00e7a pode ajud\u00e1-los a mudar a maneira como se relacionam consigo mesmos e com os outros. Suspeito que o sentimento de pertencimento evocado pela kama muta ajuda meus clientes a regularem melhor seus medos. Como<a href=\"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/what-helps-us-to-share-our-emotions\/\"> mencionei em meu post anterior, quando confiamos que os outros estar\u00e3o l\u00e1 para nos apoiar, nos sentimos seguros e estamos mais aptos a ter nossas necessidades atendidas<\/a>. Como terapeuta, espero fazer com que meus clientes se sintam seguros para explorar os recursos que eles carregam dentro de si mesmos e que talvez tamb\u00e9m possam encontrar em seus relacionamentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Limita\u00e7\u00f5es na aplica\u00e7\u00e3o do estudo \u00e0 terapia e Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Considerando as defini\u00e7\u00f5es que <a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/full\/10.1177\/1754073917723167\">Dr. Fiske e colegas<\/a> usaram para definir kama muta, eu associei esta emo\u00e7\u00e3o com os conceitos de <em>percep\u00e7\u00e3o de apoio social<\/em> e <em>responsividade<\/em>. No entanto, os autores n\u00e3o se referem a estes conceitos em seu trabalho e a liga\u00e7\u00e3o que fa\u00e7o \u00e9, portanto, bastante especulativa, do ponto de vista da pesquisa. Eu estou interpretando o que eles encontraram na pesquisa como terapeuta observando meus clientes.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra limita\u00e7\u00e3o \u00e9 a complexidade envolvida em interpretar a emo\u00e7\u00e3o que algu\u00e9m sente e o que \u00e9 demonstrado externamente. Qu\u00e3o f\u00e1cil \u00e9 para mim, como terapeuta - particularmente nesta fase deste programa de pesquisa - saber se algu\u00e9m est\u00e1 sentindo kama muta ou n\u00e3o? As l\u00e1grimas que eu vejo vindo dos olhos de meus clientes quando eles parecem se sentir tocados podem apenas sinalizar tristeza. \u00c9 preciso um esfor\u00e7o conjunto do cliente e do terapeuta para entender o que o cliente est\u00e1 vivenciando.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este contexto emocional de perda e anseio presente no kama muta tamb\u00e9m est\u00e1 presente na psicoterapia. Quando as pessoas chegam \u00e0 terapia, elas esperam encontrar algo que faz falta em suas vidas e em seus relacionamentos. Acredito que a preocupa\u00e7\u00e3o emp\u00e1tica que as pessoas sentem quando experimentam o kama muta pode ser um ingrediente chave para que ocorra uma mudan\u00e7a no processo psicoterap\u00eautico. Eu considero que o kama muta pode muito bem ser um ingrediente-chave para fomentar um sentimento de confian\u00e7a que pode ajudar as pessoas a mudar a maneira como v\u00eaem a si mesmas e aos outros.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><br>Imagem extra\u00edda do artigo <a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/full\/10.1177\/1754073917723167\"><em>The Sudden Devotion Emotion: Kama Muta and the Cultural Practices Whose Function Is To Evoke It<\/em><\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>I regularly read an article that I enjoy reading and that I find relevant for psychotherapy. I summarize it and&#8230;<\/p>","protected":false},"author":10,"featured_media":4835,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[82,112,81,101],"tags":[],"class_list":["post-4834","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-couples-therapy","category-emotion","category-individual-therapy","category-relationships"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4834","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4834"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4834\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4844,"href":"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4834\/revisions\/4844"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4835"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}