{"id":4830,"date":"2021-04-30T09:50:04","date_gmt":"2021-04-30T07:50:04","guid":{"rendered":"https:\/\/rochaijzerman.io\/?p=4830"},"modified":"2022-07-23T10:00:42","modified_gmt":"2022-07-23T08:00:42","slug":"what-helps-us-to-share-our-emotions","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/what-helps-us-to-share-our-emotions\/","title":{"rendered":"O que nos ajuda a compartilhar nossas emo\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><em>Regularmente eu leio um artigo que gosto e que considero relevante para a psicoterapia. Eu o resumo e discuto como o considero relevante para os clientes em meu blog. Voc\u00ea tem perguntas, coment\u00e1rios ou sugest\u00f5es para outros artigos a serem lidos? Deixe um coment\u00e1rio abaixo do post.\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;<\/p>\n\n\n\n<p>Discuss\u00e3o do artigo <a href=\"https:\/\/clarkrelationshiplab.yale.edu\/sites\/default\/files\/files\/Ruan-Reis-Clark-Hirsch-Bink-2019.pdf\"><em>Can I Tell You How I Feel? Perceived Partner Responsiveness Encourages Emotional Expression<\/em><\/a><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Expressar nossos sentimentos para outras pessoas - particularmente \u00e0quelas que mais confiamos - pode ajudar a aliviar nosso estresse. Compartilhar nossos sentimentos com os outros tamb\u00e9m pode potencializar nossa alegria quando temos algo a comemorar. Mas \u00e0s vezes podem existir fatores que inibem nossa capacidade de compartilhar o que sentimos. Neste post do meu blog, eu discuto um artigo que apresenta evid\u00eancias para a id\u00e9ia de que somos mais propensos a compartilhar nossas emo\u00e7\u00f5es quando sentimos que temos um parceiro responsivo ao nosso lado. Abaixo eu discuto como <em>a percep\u00e7\u00e3o de responsividade do parceiro <\/em>\u00e9 importante para nossos relacionamentos e como a terapia de casal pode ajudar os parceiros a se tornarem mais responsivos um ao outro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A percep\u00e7\u00e3o de responsividade do parceiro incentiva a express\u00e3o emocional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na literatura de pesquisas psicol\u00f3gicas, uma s\u00e9rie de estudos demonstra que expressar como nos sentimos pode nos ajudar a regular nossas emo\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de obter a assist\u00eancia que precisamos, a express\u00e3o de nossas emo\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m nos ajuda a construir la\u00e7os mais fortes com outras pessoas. Apesar dos benef\u00edcios que podemos ter, mostrar como nos sentimos \u00e0s vezes pode ser dif\u00edcil. Mas o que ajuda a nos sentirmos confiantes para compartilhar nossas emo\u00e7\u00f5es?<\/p>\n\n\n\n<p>Existe uma quantidade consider\u00e1vel de literatura em psicologia sobre <em>a percep\u00e7\u00e3o de responsividade do parceiro <\/em>, um conceito introduzido por <a href=\"https:\/\/www.sas.rochester.edu\/psy\/people\/faculty\/reis_harry\/\">Dr. Harry Reis<\/a>. Especificamente nesse estudo, <a href=\"https:\/\/clarkrelationshiplab.yale.edu\/sites\/default\/files\/files\/Ruan-Reis-Clark-Hirsch-Bink-2019.pdf\">Yan Ruan, Dr. Reis,\u00a0 e seus colegas<\/a> encontraram evid\u00eancias de que as pessoas s\u00e3o mais propensas a expressar suas emo\u00e7\u00f5es a seus parceiros quando os percebem como responsivos. Em outras palavras, se voc\u00ea antecipar que seu parceiro compreender\u00e1 o que voc\u00ea est\u00e1 passando e que ele cuidar\u00e1 de voc\u00ea, \u00e9 mais prov\u00e1vel que voc\u00ea se sinta seguro e aberto. Se voc\u00ea sentir medo da resposta do seu parceiro, ser\u00e1 muito menos prov\u00e1vel que voc\u00ea expresse como se sente. Se presumirmos que nosso parceiro pode rejeitar como nos sentimos por dentro, provavelmente tentaremos nos proteger para acabar n\u00e3o nos sentindo mal-compreendidos e at\u00e9 mesmo n\u00e3o amados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, a Sra. Ruan e o Dr. Reis e colegas tamb\u00e9m discutem como a percep\u00e7\u00e3o de um parceiro como sendo responsivo est\u00e1 relacionado a ter o que \u00e9 chamado de \"apego seguro\". Eu discuti <a href=\"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/improving-social-connection-through-therapy-a-way-to-well-being-and-better-health\/\">a import\u00e2ncia do apego seguro em um post anterior<\/a>mas, em resumo, os indiv\u00edduos que possuem um apego seguro t\u00eam um senso de confian\u00e7a de que outras pessoas estar\u00e3o ao lado deles para apoi\u00e1-los quando eles precisarem. Em compara\u00e7\u00e3o com indiv\u00edduos de apego inseguro, os indiv\u00edduos seguros s\u00e3o mais capazes de expressar suas necessidades e medos, o que os torna mais aptos a terem suas necessidades atendidas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Implica\u00e7\u00f5es para os clientes que atendo em terapia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que a receptividade tem a ver com casais que est\u00e3o enfrentando problemas de relacionamento? Quando vejo clientes em terapia de casal, eles geralmente t\u00eam tentado encontrar maneiras de proteger seu relacionamento. Muitas vezes, por\u00e9m, as mesmas estrat\u00e9gias que eles usam para proteg\u00ea-los, podem ser percebidas pelo outro parceiro como exatamente o oposto. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar como proteger a si mesmo pode ser visto como aus\u00eancia de resposta, o que ent\u00e3o contribui para a manuten\u00e7\u00e3o dos problemas de relacionamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se pensarmos em um casal, Maria e Pedro, que chegam na terapia para que eu lhes ajude a melhorar seu relacionamento, \u00e9 bem poss\u00edvel que Maria tente evitar conversas com Pedro sobre a educa\u00e7\u00e3o do filho, pois ela sabe por experi\u00eancia pr\u00f3pria que esse tema os levar\u00e1 a uma discuss\u00e3o acalorada. Ao evitar o tema da educa\u00e7\u00e3o dos filhos, Maria pode ter a inten\u00e7\u00e3o de se proteger do estresse que provavelmente vir\u00e1. No entanto, n\u00e3o apenas Pedro pode acabar se sentindo rejeitado quando ele tenta falar sobre o assunto (entendendo que Maria n\u00e3o lhe d\u00ea a devida aten\u00e7\u00e3o), como tamb\u00e9m ambos sentir\u00e3o que est\u00e3o passando por isso sozinhos, enquanto sabemos que <a href=\"https:\/\/rochaijzerman.io\/pt\/including-significant-other-to-individual-therapy-sessions\/\">lidar com problemas em conjunto reduz o peso de um ambiente potencialmente estressante<\/a>. E este ciclo pode aumentar ainda mais. Sentimentos de rejei\u00e7\u00e3o poderiam levar Pedro a se envolver em tentativas \u00e1vidas de obter a aten\u00e7\u00e3o de Maria. Ser alvo de intensas exig\u00eancias e cr\u00edticas pode fazer com que Maria se esforce ainda mais para escapar desta intera\u00e7\u00e3o. Como resultado, tanto Maria como Pedro, sem querer, se sentir\u00e3o feridos e desconectados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Compartilhar emo\u00e7\u00f5es dentro da seguran\u00e7a de uma sess\u00e3o terap\u00eautica \u00e9 supostamente muito diferente da maneira como os parceiros se sentem ao fazer isso sozinhos em casa. Na terapia de casal, os parceiros t\u00eam a chance de criar novos padr\u00f5es de intera\u00e7\u00e3o com a orienta\u00e7\u00e3o de um terapeuta. Durante a terapia, eu me concentro na constru\u00e7\u00e3o de um ambiente seguro que ajude os parceiros a dar um passo atr\u00e1s, identificar seus ciclos na intera\u00e7\u00e3o e expressar seus sentimentos mais vulner\u00e1veis um ao outro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Limita\u00e7\u00f5es na aplica\u00e7\u00e3o de Ruan et al. \u00e0 terapia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Muitos de meus clientes s\u00e3o mais velhos e est\u00e3o juntos h\u00e1 mais tempo do que os estudantes que participaram dos dois estudos de Ruan e colegas (em seu segundo estudo, por exemplo, a dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima do relacionamento foi de 80 meses). N\u00e3o se sabe como estes resultados se generalizariam a uma faixa et\u00e1ria mais velha e em relacionamentos de longo prazo. Al\u00e9m disso, o estudo que eles realizaram \u00e9 um chamado \"estudo observacional\", o que torna mais dif\u00edcil para mim, como terapeuta, saber se uma interven\u00e7\u00e3o para tornar os casais mais responsivos um ao outro os ajuda a se tornarem mais expressivos emocionalmente, mas ao que tudo indica este seria o resultado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estes estudos tamb\u00e9m n\u00e3o examinaram o resultado de regula\u00e7\u00e3o emocional a partir do compartilhamento de emo\u00e7\u00f5es entre os parceiros. Isto significa que n\u00e3o sabemos qual foi o impacto que compartilhar ou suprimir emo\u00e7\u00f5es teve nos relacionamentos dos participantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Distressed couples that come to therapy are usually having difficulty being responsive to each other. When triggered, partners may experience a need to suppress their emotions or even to overly express them. My work as a therapist focuses on helping you to build a safer interaction in which you feel more comfortable to&nbsp; express your emotions. My goal is to make you feel more confident in the way that you share your feelings and that neither of you unwillingly pushes the other away from each other.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Foto de&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.pexels.com\/@shvetsa?utm_content=attributionCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=pexels\">Anna Shvets<\/a><\/strong>&nbsp;extra\u00edda do site&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.pexels.com\/photo\/women-hugging-each-other-4557876\/?utm_content=attributionCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=pexels\">Pexels<\/a><\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>I regularly read an article that I enjoy reading and that I find relevant for psychotherapy. 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